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A baixa qualidade da educação fundamental de Vila Velha é falta de prioridade e gestão.

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O quê o resultado do PISA 2018 revela para a educação de Vila Velha? Foi divulgado ontem o resultado do PISA 2018 realizado pela OCDE e o resultado não surpreende: o Brasil segue entre os últimos lugares nos 3 critérios (matemática, literatura e ciência). Isso porque as pontuações dos nossos estudantes que realizaram o PISA ficaram no nível 2 em leitura e no nível 1 em matemática e ciências em uma escala que vai até 6, sendo o nível 2 o mínimo segundo a OCDE! O PISA 2018 revelou que 43,2% dos nossos estudantes ficaram abaixo do nível 2 nas três disciplinas, que 66% dos nossos estudantes de menos de 15 anos sabem menos que o básico de matemática e de ciências e que nossa educação fundamental está estagnada há mais de uma década. O que isso significa na prática? Que nossas crianças não sabem ler, nem fazer operações básicas de matemática e que não tivemos e nem temos nenhuma iniciativa governamental efetiva para alterar esse quadro! Um dos muitos motivos deste quadro lamentável de nossa educação fundamental é o histórico descaso do Estado brasileiro com a educação básica, que nunca foi uma prioridade, bem como a crença dos gestores públicos de que investir em educação é construir escola e contratar professores para a rede pública, não havendo maiores preocupações do Poder Público municipal nem com a qualidade do gasto em educação, nem com a qualidade do ensino ofertado para nossas crianças e adolescentes em nossas escolas municipais. O PISA 2018, então, reflete a nível nacional a triste realidade da educação pública municipal que temos em nossa cidade de Vila Velha, onde, apesar do aumento do número de matrículas na rede municipal, ainda não se atingiu a meta 1 do PNE (50% das crianças de 0 a 3 na creche em 2024; 100% das crianças de 4 a 5 na pré-escola em 2016) e há uma clara violação da meta 18 do PNE (plano de cargos e salários docentes EF até 2016), eis que temos profissionais de educação fundamental em cargos comissionados ao invés de estarem na sala de aula. Por esses e tantos outros motivos Vila Velha está abaixo da média recomendada no IDEB desde 2011, revelando assim a constatação de que o aumento de matrículas em geral e o gasto superior a 25% do orçamento municipal NÃO geram qualquer melhoria da qualidade do ensino ofertado às crianças na rede municipal de ensino fundamental, eis que nossas crianças seguem sem sabem ler, escrever e realizar operações básicas de aritmética. Assim, se temos muito dinheiro público municipal aplicado em educação (mais de 25% do orçamento municipal) e temos uma enorme falha de aprendizado pelas nossas crianças, conforme constatado pelo IDEB, pelo PISA e pelos demais critérios de medição como SAEB, Prova Brasil, etc – é necessário constatar que o problema não é falta de dinheiro público, mas sim FALTA DE PRIORIDADE E DE GESTÃO NA EDUCAÇÃO em nossa cidade. E isso é muito lamentável não só socialmente – eis que sem educação de qualidade não há crescimento pessoal, social e profissional do cidadão – como também economicamente, pois, segundo estudo realizado pelo prêmio Nobel em economia James Heckman, cada U$ 1 investido na educação infantil gera um retorno de U$ 7 na vida adulta do indivíduo! Fica claro, portanto, que investir recursos e gerir bem tais recursos para um ensino fundamental de qualidade é o melhor investimento que o Município de Vila Velha pode fazer pela nossa cidade e pela sua população! E você o que acha dessa situação? Dê sua opinião na área “CONTATO”

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