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AS RAZÕES PELAS QUAIS APOIO O ISOLAMENTO SOCIAL HORIZONTAL INICIAL DETERMINADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA O COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19)

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Em relação à epidemia do novo Coronavírus (COVID-19), para nos manifestarmos em relação ao isolamento social horizontal inicialmente determinado pelo Ministério da Saúde no Brasil para o enfrentamento do COVID-19, primeiro é importante nos darmos conta dos seguintes dados e informações:

 

  1. Tendências atuais da epidemia no mundo e no Brasil

 

  1. A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém a classificação de pandemia em relação ao COVID-19 e informa que os últimos números atestam 372 mil casos de contaminação e 16.231 mortos pelo mundo.
  2. A OMS informa que a tendência é que os EUA, com cerca de 45 mil casos e 550 mortos, sejam o novo epicentro da epidemia fora da Europa e da Ásia.
  3. Itália continua com número crescente (63.927 contágios e 6.077 mortes) porque não realizou isolamento social logo no início da transmissão do COVID-19, sendo esta a mesma tendência da Espanha com 39.673 contaminados e 3.434 mortos.
  4. As Olímpiadas de Tóquio, o maior evento esportivo do planeta, que movimenta U$ bilhões, foi cancelada devido ao COVID-19.
  5. Número de casos na China, após as medidas drásticas de testagem e isolamento social, diminuíram sensivelmente e país não tem mais casos de contaminação comunitária.
  6. Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura são exemplos de casos de sucesso no tratamento da epidemia.
  7. Número de casos no Brasil eram 428 contaminados em 18/03 e hoje, 7 dias depois, temos 2.433 contaminados e 57 mortos. Ou seja, a curva de crescimento dos casos cresceu cerca de 5 vezes e está duplicando de 2 em 2 dias e, certamente, estes números estão mascarados pela falta de testes para todos os casos sintomáticos.
  8. Taxa de letalidade mundial global é de cerca de 3,74% e no grupo de risco é de cerca de 15%.
  9. Taxa estimada de internação hospitalar por COVID-19, segundo a OMS, é de 10% a 20% dos casos de contaminação.

 

  1. Isolamento social

 

  1. Isolamento social pode dar-se de maneira horizontal (todos em isolamento social) ou vertical (isolamento apenas de idosos e grupos de risco).
  2. A OMS recomenda o aumento da testagem e do isolamento social horizontal – de todos – como medida mais eficaz para minimizar o contágio pelo COVID-19 e tal medida foi a tecnicamente adotada no Brasil pelo Ministério da Saúde.
  3. Manifestações TÉCNICAS de médicos infectologistas, instituições médicas e do próprio Ministério da Saúde é de que o isolamento social horizontal deve ser o adotado nesse momento, devendo haver o isolamento vertical para pessoas que trabalham com serviços públicos e atividades econômicas essenciais que foram definidas em decreto federal, devendo ser intensificado o uso de EPI’s para pessoas que precisem trabalhar presencialmente nesse momento.
  4. Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura são casos de sucesso, mas não podem ser usados como referência para o Brasil por não terem usado medidas drásticas de isolamento social, por que diante de suas experiências anteriores com a MERS e a SARS utilizaram sua enorme capacidade tecnológica para identificar os casos iniciais de COVID-19 e isolar tais casos, com milhares de postos de testagem imediata e com rastreamento, isolamento e vigilância intensiva dos pontos iniciais de contágio, inclusive com fechamento de fronteiras dos países.

 

  1. Situações específicas do Brasil que gerarão possível sobrecarga do sistema de saúde

 

  1. NÃO possuímos capacidade de testagem e tecnologia para identificar, rastrear e vigiar casos de transmissão do vírus;
  2. Já possuímos casos de contaminação comunitária, que é aquela situação em que não é mais possível isolar os casos de contágio inicial;
  3. Possuímos 6% de nossa população ou cerca de 12,6 milhões de pessoas morando em favelas com maior contato social entre moradores;
  4. Possuímos 14,6% de nossa população ou cerca de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade;
  5. Possuímos 7% de nossa população ou cerca de 14,6 milhões de pessoas com diabetes.

 

  1. Esgotamento do sistema de saúde brasileiro

 

Considerando a tendência expressiva de aumento da contaminação por COVID-19 no Brasil  – segundo o Ministro da Saúde, “estamos na base da subida ao Everest” – bem como nossas situações específicas e a taxa de internação nos casos de COVID-19, têm fundamento as declarações públicas do Ministro da Saúde de que, no início de abril, podemos ter o esgotamento do sistema brasileiro de saúde e podemos chegar ao ponto de passarmos pela situação da Itália, onde se está deixando certos grupos de doentes morrerem exatamente para poupar os escassos recursos de saúde para os doentes com mais viabilidade de sobrevivência.

 

  1. Minha posição sobre o isolamento social horizontal inicialmente determinado pelo Ministério da Saúde

 

Sou adepto da governança técnica e das políticas públicas por evidências como diretrizes básicas para a gestão pública eficiente e no real interesse da população. Por isso, se médicos infectologistas, salvas raríssimas exceções, instituições médicas, autoridades médicas e sanitárias, Ministério da Saúde e OMS orientam pelo isolamento social horizontal no país, não me caberia deixar de adotar a posição técnica especializada e defender outra coisa senão o isolamento social horizontal, eis que meras análises conjecturais e sem fundamento técnico devem sucumbir perante as orientações das autoridades médicas e sanitárias com competência para orientar nossa população.

 

Minha conclusão, portanto, é DE RESPEITO ABSOLUTO ao isolamento social horizontal inicialmente orientado pelo Ministério da Saúde como medida técnica sanitária e médica para minimizar a contaminação pelo COVID-19 no Brasil e evitar o esgotamento do sistema brasileiro de saúde, bem como para evitar o aprofundamento da crise do setor produtivo pela qual, certamente, nossa cidade, o Estado do ES, o Brasil e os demais países que sofrem com essa epidemia do COVID-19 passarão durante e após essa grave crise de saúde pública.

 

Nesse contexto, é importante afirmar que estamos cientes de que teremos muitos problemas econômicos para muitas famílias nesse momento de isolamento social horizontal, mas acreditamos que é importante termos uma posição firme na contenção da contaminação para minimizar os efeitos do COVID-19.

 

Bem como reconhecemos que, uma vez implantadas as medidas iniciais de testagem e de análise do comportamento real dos dados da contaminação do COVID-19, juntamente com a situação das novas disponibilidades de recursos médicos para atendimento aos pacientes mais graves no Brasil e a criação de eventuais remédios para tratamento da doença, poderá ocorrer nova orientação do Ministério da Saúde para evoluirmos para um isolamento social vertical, situação que respeitaremos plenamente se estiverem devidamente fundamentadas no campo técnico.

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