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Pandemia Política: Porque precisamos de sensibilidade, união política e foco no cidadão.

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A “PANDEMIA POLÍTICA” E A PANDEMIA DE COVID-19

 Precisamos de sensibilidade, união política e foco no cidadão

 A pandemia de COVID-19

Passados mais de 2 (dois) meses de pandemia de COVID-19 no Brasil, alcançamos a dura marca de mais de 1.000 mortos registrados em um único dia (19/05) e temos mais de 22.000 mortos no Brasil.

Na nossa cidade, Vila Velha, a situação da pandemia de COVID-19 também é muito séria: somos a cidade capixaba com o maior número de contaminados (1.892) e 73 óbitos. Temos apenas 2 (dois) leitos públicos de UTI disponíveis em uma cidade com quase 500.000 habitantes e em que 70% depende do SUS.

A pandemia “política”

Vários efeitos estão aparecendo pela pandemia da COVID: sistemas de saúde públicos em diversos estados estão em colapso, empresas estão com atividades paralisadas e sem acesso a crédito, e ainda quase 8 milhões de pessoas economicamente vulneráveis ainda não receberam o auxílio emergencial.  Envolvendo tudo isso, há uma inacreditável crise política sem fim no Governo Federal e entre este e alguns governadores, além de estados e municípios continuarem sem apoio financeiro da União para combater a perda de receitas.  

E a situação segue piorando…continuamos vendo pela mídia as notícias sobre o negacionismo da ciência no combate à COVID-19, a falta de entendimento entre os diversos atores políticos e, especialmente, a falta de sensibilidade com o drama das famílias que estão perdendo seus filhos, pais, irmãos e amigos para a doença.

Como enfrentar a pandemia?

São 4 os principais eixos para um plano mínimo de enfrentamento da pandemia da COVID-19, com a divisão de responsabilidades entre União e o Estado do ES, prefeituras do ES e sociedade civil:

  • 1º EIXO – Construção de leitos hospitalares, oferta de equipamentos de proteção individual (EPI) para garantir a proteção completa aos agentes de saúde e a realização de exames para diagnosticar e isolar as pessoas contaminadas.
  • 2º EIXO – Fazer o primeiro atendimento médico aos contaminados com a COVID-19 com todos os cuidados necessários para evitar contágios até a transferência para os hospitais estaduais de referência no combate à COVID-19.
  • 3º EIXO – medidas econômicas essenciais a permitir a realização do isolamento social, com assistência financeira mínima aos economicamente vulneráveis e distribuição direta de crédito e/ou garantia para a concessão de crédito. Com esses recursos as empresas manteriam os empregos e, as mais prejudicadas pela pandemia, teriam um apoio durante o período mais crítico do controle da disseminação.
  • 4º EIXO – Isolamento social minucioso para quem pode exercer trabalho remoto e para grupos de risco e observância dos protocolos médicos e sanitários fixados pelas autoridades competentes para trabalhadores das áreas REALMENTE essenciais. Isso com vista a achatar a curva de contaminação, impedindo o esgotamento dos recursos do SUS o que gera falta de atendimento médico para pessoas contaminadas e leitos de UTI para os em estado grave.

De quem é a responsabilidade de combater a Covid-19?

Não basta elaborar as diretrizes do que deve ser feito, pois é essencial definir a responsabilidade tanto dos entes públicos quando da sociedade pelo cumprimento de cada um dos eixos do plano, vejamos:

  • 1º EIXO – O Ministério da Saúde deveria funcionar como órgão diretivo e distribuidor de recursos, insumos e equipamentos para os governos dos estados pois são estes os que possuem os leitos de alta complexidade. Os municípios, assim como os do Espírito Santo, são responsáveis pela atenção primária, que abrange entre outras estratégias, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) para 1º atendimento.
  • 2º EIXO – Cabe aos municípios determinar na sua rede UBS ou UPA de referência (ou sentinelas) para recepção de contaminados por COVID-19. Também cabe ofertar EPI para garantir a proteção completa dos agentes municipais de saúde e dos próprios pacientes nesse primeiro atendimento.
  • 3º EIXO – Aqui as principais ações cabem ao Governo Federal, mas, em certa medida, outras ações também podem ser feitas de forma complementar pelo estado e pelos municípios capixabas com o redirecionamento de rubricas orçamentárias para a áreas de assistência social e desenvolvimento econômico.
  • 4º EIXO – Cabe ao estado e aos municípios capixabas determinar se e como os estabelecimentos comerciais e atividades econômicas podem funcionar, além de orientar como deve ser feita a circulação de pessoas e bens. É bom frisar que as medidas anteriores devem ser tomadas de forma eficaz, com protocolos corretos, para disciplinar e responsabilizar quem não os observa, permitindo a continuidade de propagação do vírus.

Não existe plano de ação integrada e os eixos não estão sendo executados

Primeiro, é importante dizer que, passados mais de 2 meses da pandemia de COVID-19, ainda não há um plano integrado de ação envolvendo União, estado do ES e municípios capixabas. Está muito evidente que tanto o Poder Público, em todas as esferas: federal, estadual e municipal, quanto a própria sociedade civil, ainda não conseguiram se organizar para enfrentar a pandemia.

Basta ver, por exemplo, que a prefeitura de Vila Velha tem apagado a iluminação pública da orla de praia da cidade e antes já havia colocado enormes blocos de concreto na mesma orla, o que, além de não impedir a circulação de pessoas na região, coloca em risco a segurança dos cidadãos que precisam entrar e sair de suas residências nessa região da cidade.

Enquanto isso a mesma Prefeitura permite amplas aglomerações nas filas da Caixa Econômica, na periferia da cidade, mistura pacientes com COVID-19 com pacientes comuns em seus postos de saúde, deixa os profissionais de saúde desprotegidos de EPI, não concede nenhum tipo de apoio a economicamente vulneráveis e a pequenos e micro-empresários e por aí vai.

Basta ver que o Estado do ES determinou o fechamento do comércio em cidades sem qualquer indivíduo contaminado. E ainda determinou o fechamento de restaurantes aos fins de semana, mas deixou que abrissem durante a semana, e por aí também vai.

Basta ver que o Governo Federal não consegue liberar, a tempo, o auxílio emergencial para pessoas economicamente vulneráveis, nem crédito às empresas que estão sendo prejudicadas pela pandemia, nem o auxílio a estados e municípios prejudicados pela pandemia do COVID-19, e por aí também vai.

E, por fim, basta ver que muitos cidadãos ainda não entenderam a gravidade do COVID-19 e continuam não observando corretamente os protocolos de uso de máscaras, álcool gel e distanciamento social quando precisam sair para trabalhar ou realizar atividades essenciais. 

Precisamos mudar o quanto antes

Em entrevista recente, alguns empresários deixaram claro que a continuidade da “pandemia política” protela a volta das atividades econômicas e coloca em risco não só a saúde e a vida das pessoas como também o emprego, o trabalho e a renda dos brasileiros.

Isso evidencia que precisamos de mudanças urgentes no enfrentamento da pandemia do COVID-19: a população quer que as lideranças políticas dialoguem constantemente, apontem a gravidade do problema, as ações a serem adotadas e executem as medidas proporcionais e necessárias para a proteção da saúde, da vida, do emprego, do trabalho e da renda dos cidadãos.

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