fbpx

POR UMA VIRADA URGENTE NO CONCEITO DE AUTORIDADE POLÍTICA

Compartilhe este conteúdo!

Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook

A mudança de postura de nossos políticos começará justamente pela nossa maior participação política.

Constantemente somos bombardeados com notícias de gastos públicos feitos para espalhar retratos de Chefes do Poder Executivo pelas repartições públicas, para utilização de aviões e helicópteros no deslocamento de agentes políticos, para aquisição de pratos e bebidas sofisticadas para banquetes, para aquisição de medalhas para homenagens feitas por parlamentares a pessoas com capacidade duvidosa para o recebimento da homenagem, salvo o condicional apoio político dado nas eleições a quem concede a “honraria”, para reserva de espaços privados para a realização de eventos sabidamente no interesse eleitoral do agente político, para a desapropriação e pagamento de indenização a invasor de imóvel que já é público, dentre inúmeras outras situações que nos envergonham pelo destino dado os escassos recursos públicos decorrente do pagamento de nossos impostos.

E é muito comum que as pessoas, de maneira imediata, atribuam tais fatos à Constituição, a uma suposta fragilidade da legislação existente e às próprias Instituições. Ledo engano! A legislação já determina que agentes públicos precisam atuar na busca do interesse público e sempre fazer o máximo possível nesse sentido com a menor despesa pública possível, sob pena de serem responsabilizados.

E as instituições brasileiras são, em sua enormíssima maioria, originadas de modelos institucionais que deram muito certo em países desenvolvidos, como Estados Unidos, França, Alemanha, dentre outros.

Portanto, se o sistema jurídico e as Instituições brasileiras já possuem um enorme grau de exigência para que o agente político não se porte de maneira imoral, ilegítima e no seu próprio interesse pessoal, porque isso acontece de maneira tão frequente? Porque o conceito de autoridade política no Brasil convive com a nossa própria cultura social majoritária de tolerância e passividade diante da corrupção, de aceitação do “jeitinho brasileiro” e da busca incessante em cumprir a “Lei de Gerson” que é aquela em que vence quem leva vantagem em tudo.

Afinal, se vivemos em uma realidade social em que é absolutamente natural e cotidiano que pessoas convivam, aceitem e até façam as pequenas corrupções do dia a dia, como furar fila, colar em provas, falsificar documentos, subornar guarda de trânsito para evitar multas, dentre inúmeras outras e até bem piores, e se boa parte dos agentes políticos também possuem essa perspectiva da realidade, como esperar que, ao invés de buscar o interesse dos representados, eles não busquem exatamente a manutenção de seu poder, de sua realização pessoal e de seus privilégios?

A mudança dessa situação lamentável só vai iniciar quando pessoas que não tenham essa perspectiva de tolerância e passividade com a corrupção participarem do jogo político-partidário; só assim as decisões mais importantes da sociedade brasileira não serão deixadas justamente para quem tem a perspectiva distorcida de que o certo é justamente o errado.

Compartilhe este conteúdo!

Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no facebook
Facebook

Olá! Clique abaixo e converse comigo. Será um prazer conversar com você!