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Vila Velha e o desperdício de seu potencial turístico! E sobre como uma NOVA gestão pode mudar essa

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Segundo o IPEA, de cada 1.000 empresas em Vila Velha só 70 possuem ligação com turismo e destas só 5 são atrações turísticas específicas de cultura e lazer (a grande maioria é alimentício como bares e restaurantes). Isso é impressionante, não?!? Como uma cidade que tem praias belíssimas e tantas áreas verdes pode ser tão pobre em atrações que possam – literalmente – atrair a manter turistas em nossa cidade? Claro que existem vários fatores negativos que conduzem a tal situação, mas creio que um fator muito importante para isso seja um ambiente normativo intervencionista e hostil à livre iniciativa no turismo, o que afasta o investimento privado nessa área em nossa cidade. Vejam o exemplo da Lei nº 6.234, produzida agora em 23/09/2019, segundo a qual, sob pena de até R$ 10.000,00 e de cassação de alvará de funcionamento, empresas de turismo que realizarem grupos ou excursões de turistas ficam obrigados a estarem acompanhados por Guia de Turismo Regional habilitado no Estado do Espírito Santo, independentemente da existência de Guia de Turismo de Excursão Nacional ou Internacional, em visita aos pontos ou atrativos turísticos de Vila Velha. A mesma lei obriga as empresas de turismo que trouxerem grupos ou excursões de outros Estados a realizarem prévio agendamento em uma agência de turismo com sede no Estado do Espírito Santo, sob pena das mesmas sanções administrativas. É fácil perceber que, diante de tal obstáculo normativo às empresas que empreendem essa atividade econômica, o que ocorre é que as mesmas se afastam de Vila Velha e vão empreender em outras cidades da Grande Vitória, onde tais imposições não existem tais como Guarapari e Vitória, não só porque aqui é mais burocrático empreender, mas porque também o Município impõe a tais empresas um custo que não pode ser recuperado na atividade econômica, diminuindo sensivelmente a atratividade de tal negócio em nossa cidade. Por obstáculos normativos como esse, Vila Velha segue perdendo a atratividade dos turistas para outras cidades da Grande Vitória, o que pode ser comprovado pelo Censo Hoteleiro de 2017, publicado pela Secretaria de Turismo do ES, de que cerca de 14% das unidades de hospedagem da Grande Vitória estão em Vila Velha, enquanto Guarapari e Vitória ofertam, juntas, mais de 70% destas unidades da Grande Vitória. Não é à toa, portanto, que, conforme dados do Censo Hoteleiro, 70% dos estabelecimentos de hospedagem de Vila Velha não possui itens de lazer, 60% não atende em língua estrangeira e 90% não oferta vagas em sites especializados como Booking e outros, mostrando tais dados que nossa cidade não tem infraestrutura de hospedagem apta a manter turistas de médio ou alto padrão que possam gastar e gerar renda e empregos em Vila Velha. Não bastasse isso, segundo a própria Prefeitura de Vila Velha, 41,1% dos turistas de nossa cidade tem renda mensal inferior a R$ 2.700,00 e 40,3% ficaram em residências de amigos ou familiares e não gastaram com hospedagem e apenas 36,4% hospedaram-se em hotéis ou pousadas. Esses dados mostram que o turista que vem para Vila Velha gasta muito pouco durante sua estada na cidade, não gerando renda e emprego na cidade. A falta de atrações turísticas, o ambiente normativo intervencionista e hostil à livre iniciativa que gera o baixo investimento privado, a precariedade da infraestrutura de hospedagem e o baixo gasto dos turistas demonstram que melhorar o ambiente de negócios para o turismo nunca foi prioridade das gestões municipais de Vila Velha: o que é um erro de prioridade grotesco diante do enorme desperdício de empregos, renda e trabalho que se vão pelo não aproveitamento do potencial turístico da cidade, como também pela falta de visão de que um incremento em tal área aumentaria a arrecadação própria de Imposto sobre Serviços – ISS para ser investido na zeladoria da cidade, saúde, educação e segurança, melhorando assim a qualidade de vida dos cidadãos que vivem na cidade. Uma NOVA gestão pode mudar essa realidade destravando o ambiente normativo burocrático e hostil a novos investimentos privados, revisando o plano diretor urbano que atravanca a instalação de novas atrações e hotéis na cidade e dialogando com vários setores para atrair novos empreendimentos privados para a cidade a exemplo do parque UNIPRAIAS que atua em Balneário Camboriú em Santa Catarina. Veja o vídeo de nossa visita ao parque UNIPRAIAS aqui em nosso blog e conheça o que uma atração como essa pode fazer por nossa cidade de Vila Velha. Quer saber mais sobre minhas ideias? Inscreva-se na minha lista de transmissão. Coordenador técnico da pesquisa: Cleufis Rangel Grupo técnico: Dados e Estatísticas Edição gráfica: Bianca Lisbôa

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